Conhecendo mais o Rótulo do Vinho

Conhecendo mais o Rótulo do Vinho

 

Em artigos anteriores, abordamos a história de como surgiu esse pequeno pedaço de papel colado às garrafas de vinho e que muito contribui para conhecermos essa bebida especial, além de exercer influencia fundamental na escolha e na compra do vinho. Vamos nos aprofundar um pouco mais no conhecimento do rótulo.

O princípio da rotulação é muito antigo, uma vez que remonta ao surgimento da escrita. O homem costumava anotar sobre os recipientes o nome do produto que neles se encontrava. Assim, desde o século XIV a.C. no Egito, depois durante toda a Idade Antiga, encontram-se textos pintados sobre as ânforas assinalando o nome da cepa, o tipo de vinho, o ano e o local de produção.

A história do rótulo do vinho, sob a forma de um pequeno papel anotado à mão ou impresso, teve início no decorrer do século XVIII. Nessa época, sob o impulso combinado com a descoberta do Champagne espumante, que realiza sua “espumação” dentro da garrafa, da fabricação de garrafas de vidro mais sólidas e menos caras e da generalização da vedação por meio de rolha de cortiça, o comércio do vinho sob a forma de frascos de vidro com rótulos tende a substituir o transporte em barris.

Entretanto, foi a invenção da litografia em 1797 que permitiu imprimir em grande quantidade e todos os tipos de ilustração que deram uma impulsão maior ao desenvolvimento do rótulo moderno. Desde o início do século XIX, a Alemanha e a Champagne, seguidas logo após pelo resto do mundo, produziram grandes quantidades dessas vinhetas de papel que decoram as garrafas de vinho.

Primeiramente ornada com motivos decorativos que enquadravam o nome do lugar de produção e às vezes, o ano da colheita, o rótulo tornou-se rapidamente um panorama de imagens: cenas da vida cotidiana, vistas de paisagens, obras artísticas , etc.
Os diferentes papeis utilizados na fabricação de rótulos de vinho se classificam em:

Papéis sem couché
Vélin ou com superfície offset.
Vergé
Friccionados “cartaz”.

Papéis com couché
Couché moderno 1 face,
Couché clássico 1 face,
Cast-coat ou super brilhante 1 face.

Eles são fabricados em uma gama de gramaturas estendidas, de acordo com os fabricantes entre 60 e 90g.
Eles podem se diferenciar pelos seguintes pontos:

Com ou sem madeira
A denominação “madeira” recobre a presença da pasta de papel desfibrada mecanicamente em oposição às pastas químicas “sem madeira”. A pasta mecânica, ainda que menos branca, economicamente traz características naturais de opacidade e inércia.

Couché e não couché
A couchagem é uma operação que consiste em depositar, na superfície dos suportes fibrosos, uma indução composta seja de caseína para alguns couchés clássicos, seja, para os couchés modernos, seja de cargas minerais de kaolino e carbonato de cálcio adicionados a ligas de amidons de látex.

Essas camadas bem espalhadas destinam-se a melhorar a união da superfície dos papéis, a torná-los mais brilhantes, mas, sobretudo, para “filtrar” as tintas para levar à impressão as características de frescor das tintas, de “despojos”, da aptidão ao brilho das tintas e da capacidade de vernissage.

LÉXICO

Achatamento —impressão de tinta unida com o objetivo de obter uma pintura uniforme.

Calandragem —ação mecânica que consiste em alisar o papel entre dois rolos. Um tipo de verniz é igualmente calandrado.

Couché —tipo de papel que sofreu um tratamento de superfície dando-lhe um bom alisamento.

Cromalino — prova rápida de fotogravura obtida a partir por meio fotográfico.

Douração —método de impressão em relevo e a quente com motivos de folha de ouro e por extensão de achatamentos metalizados e de cores.

Gaufragem —procedimento de impressão que permite a obtenção de motivos em relevo, com tintas ou não, com o auxílio de clichês ocos e de contrapartes em relevo.

Granulação — rugosidade mais ou menos importante na superfície do papel.

Kromekote (idem Cromelux) — qualidade e marca de um papel couché muito brilhante; o aspecto esmaltado é obtido por calandragem com um cilindro cromado e a quente.

Quadricromia — seleção fotográfica nas três cores primárias e no preto, destinadas à reprodução mais fiel possível das cores de um documento base.

Repicagem — impressão complementar de uma obra já impressa.

Vélin — papel para escrita de alta qualidade, não vergé.

Vergé —papel com verguras.

Verguras —motivos constituídos de finas linhas paralelas horizontais na espessura do papel, religadas por linhas verticais.

Fonte:  http://www.miseenbouteille.info/etiqpap.htm#ancreorigine

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