Especial Uvas Italianas – Capítulo 1

Especial Uvas Italianas – Capítulo 1

Uma breve história da Uva

Em nossa peregrinação pelo Universo do Vinho, aprendemos muito sobre a garrafa de vinho, seu surgimento e seu formato padronizado, penetramos também no mundo das rolhas de cortiça — companheira inseparável do vinho —, adentramos na história e desenvolvimento dos rótulos. Informações que, não só têm nos familiarizado ainda mais com essa preciosa bebida, mas também nos têm auxiliado a formar uma cultura vitivinícola bastante grande.
“Vinho é sinônimo de cultura”.
E para continuar essa nossa vereda cultural, a ENOVÍRTUA traz para você, apreciador, degustador, produtor, vendedor, sommelier, chef de cuisine, enfim, para todo e qualquer profissional ou amante do vinho, a história da grande protagonista desse precioso néctar dos deuses — a uva.

1.1 Vinha e Uva

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As origens da vinha e da uva são tão antigas que chegam a ser tornar lendárias: algumas delas remontam a origem da vinha a Adão e Eva, afirmando que o fruto proibido do Paraíso terrestre era a suculenta Uva e não a anônima maçã; os primeiros testemunhos sobre a prática da viticultura se encontram em Gênesis (cap. 9) quando Noé, ao final do Dilúvio universal, atracou em terra, plantou a vinha e se embriagou com o seu inebriante vinho. Chegando a tempos mais recentes, muitos afirmam que a vinha é originária da Índia e que, no terceiro milênio a.C., se difundiu primeiro na Ásia e em seguida na bacia do Mediterrâneo.

Acredita-se que ela se desenvolveu em torno de 7500 a.C. na região transcaucasiana, que corresponde hoje à Armênia e à Georgia.

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Desde então até a era clássica, a cultura da vinha se difundou em quase todos os países do Mediterrâneo até alcançar o Oriente Médio.

Acredita-se que as vinhas Muscat e Syrah sejam as mais antigas do mundo, como indica a própria etimologia de seus nomes. Os achados arqueológicos remontam os primeiros experimentos na produção de uva e na produção de vinho ao período neolítico (8000 a.C.). Na Turquia e na Jordânia foram encotrados enormes depósitos de recipentes de vinho que sugerem que a uva já era espremida. Naquela época, todavia, o vinho era elaborado a partir de uvas selvagens, ao passo que as primeiras provas de qualquer atividade de viticultura remontam à Georgia 3000 anos depois, na Idade da Pedra.

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No Ocidente, a cultura da vinha já tinha grande destaque na Armênia (Mesoptâmia), onde ocorreu a primeira revolução da humanidade com o abandono da vida nômade por parte de algumas comunidades para o consequente nascimento da agricultura. Trata-se da área do “crescente fértil”, entre os cursos dos rios Tigre e Eufrates, terra-mãe dos cereais e laboratório da descoberta dos processos fermentativos dos quais descendem o pão, o queijo e a bebida euforizante.
Alguns herióglifos egípcios que remontam a 2500 a.C já descrevem vários tipos de trabalho com a uva. No antigo Egito, a prática da vinificação era tão consolidada que, no corredor fúnebre do faraó Tutankamon (1339 a.C.) haviam ânforas que continham vinho sobre as quais eram retratadas a zona de procedência, a safra e o produtor; algumas delas continham vinho envelhecido há muitos anos. Do Egito, a prática de produção e elaboração da uva se difundiu juntos aos Hebreus, Árabes e Gregos: estes últimos, além disso, dedicaram ao vinho uma divindade, Dionísio, o deus da convivência.

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Fonte: Zipmec

 

No próximo capítulo, falaremos do início da produção e elaboração de vinhos na Itália para depois discursarmos sobre as uvas italianas. Até lá!

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